O Bisfenol A e a baixa dose

Nos últimos anos, tem crescido a teoria de que a exposição a doses muito reduzidas de determinadas substâncias pode causar efeitos adversos à saúde humana, embora não haja a observância de efeitos a doses mais altas das mesmas substâncias.

A "teoria de dose baixa" foi exaustivamente estudada no caso do Bisfenol A (BPA), com uma série de ensaios ampla e cuidadosamente executados. Esses estudos, globais, foram realizados por órgãos governamentais, laboratórios independentes e pela indústria, utilizando os métodos de avaliação aceitos e as rigorosas diretrizes das Boas Práticas de Laboratório (BPL).

As evidências científicas proporcionadas por esses estudos claramente apoiam a segurança das aplicações de produtos a base de BPA e oferecem sólidas garantias de que não há motivo de preocupação com a saúde humana pela exposição a baixas doses de BPA, através dos usos previstos de tais produtos.

Portanto, não é de se estranhar que, à vezes, a avaliação por parte das agências reguladoras independentes chegue à conclusão de que a teoria das doses baixas não é corroborada por estudos relevantes, nem por evidências científicas. Mais recentemente, em julho de 2008, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) afirmou que os estudos que indicam haver efeitos com doses baixas têm "limitações de rigor, coerência e plausibilidade biológica".

Mais informações:

EFSA: Declaração de setembro de 2010 e opinião completa

www.Bisphenol-A.org: Hipótese Endócrina de Baixa Dose de Bisfenol A Não Foi Confirmada

EFSA: Declaração de julho de 2008

Estudo: Tyl et al, 2008

Estudo: Ema et al, 2001

Estudo: Cagen et al, 1999

Estudo: Relatório do NTP (Programa Norte-Americano de Toxicologia), 2001

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