Os disruptores endócrinos e o Bisfenol A (BPA)

Algumas substâncias naturais e artificiais podem apresentar propriedades similares às dos hormônios. Essas substâncias são conhecidas atualmente, de forma generalizada, como "disruptores endócrinos", embora nem todas se ajustem realmente à definição aceita. A expressão mais correta seria "modulador endócrino".

Os disruptores endócrinos deram lugar a muitas histórias atemorizantes, a mitos e rumores difundidos pela internet sobre produtos químicos e como evitar produtos fabricados com policarbonato ou resinas epóxi, pelo temor a possíveis efeitos adversos à saúde, devido a presença de Bisfenol A (BPA).

Nenhuma dessas afirmações sobre possíveis efeitos adversos à saúde foi demonstrada. O peso da pesquisa científica demonstra que não há nenhum risco para os seres humanos, para a fauna ou ao meio ambiente pela exposição a produtos à base de BPA, utilizados nas aplicações previstas.

O BPA não é um disruptor endócrino, de acordo com a definição amplamente aceita (Weybridge), já que não existe nenhuma prova reproduzível que evidencie tais efeitos adversos. Como muitas substâncias naturais e produtos alimentícios cotidianos, o BPA mostra uma atividade estrogênica muito fraca, apenas em casos de exposição em altíssimos níveis. Essa atividade é inócua e seus efeitos significativamente mais baixos do que os de brotos de soja e até de um prato de cenouras, por exemplo.

Além disso, sólidos estudos multigeracionais demonstraram que a reprodução e o desenvolvimento humanos não são afetados por doses realistas de exposição ao BPA (em comparação aos níveis extremamente baixos de possível exposição por parte dos consumidores). Esses estudos incluem uma ampla variedade de parâmetros capazes de detectar perturbações no sistema hormonal.

Mais informações:

www.Bisphenol-A.org: Estudos de Atividade Endócrina sobre o Bisfenol A

Documento de Posicionamento do Grupo PC/BPA: É Hora de Levar Adiante a Estratégia da UE para Perturbadores Endócrinos

Website: Workshop Europeu sobre o impacto de disruptores endócrinos sobre a saúde humana e a vida selvagem

Estudo: Krishnan, et al., 1993

Estudo: Bitman e Cecil, 1970

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