O Bisfenol A e o contato com os alimentos

As agências reguladoras europeias confirmaram que não existe risco para os consumidores de alimentos que tenham tido contato com materiais a base de BPA.

Em janeiro de 2007, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) emitiu sua opinião sobre a segurança do BPA em aplicações de contato com os alimentos para os consumidores. A EFSA é um grupo científico independente que assessora a Comissão Europeia em questões de segurança alimentar.

Após a análise de aproximadamente 200 trabalhos científicos, foi decidido que os resultados de um extenso estudo de três gerações de ratos deveriam ser usados como referência para determinar o nível de segurança. Utilizando o "Nível sem Efeitos Adversos Observados" de 5 mg/kg, e aplicando um fator de incerteza de 100 (10 para diferenças entre espécies, 10 para as diferencias entre indivíduos), a ingestão diária tolerável (TDI) de BPA foi estabelecida em 0,05 mg/kg de peso corporal ao dia. Isso representa a quantidade de BPA que um consumidor (inclusive bebês e crianças) pode ingerir com segurança, sem efeitos nocivos.

Os níveis de migração típicos do BPA em materiais em contato com alimentos são inferiores a 10 microgramas/kg de alimentos, e, portanto, estão muito abaixo do nível regulamentar de migração específica de BPA de 600 microgramas/kg de alimento (sobre a base da TDI, supondo-se que uma pessoa de 60 kg coma 1 kg de comida por dia, com um fator de segurança adicional de 5). Utilizando números conservadores de migração, a EFSA concluiu, em 2007, que a exposição ao BPA através das garrafas de policarbonato e as latas de comida e bebida revestidas de resinas epóxi está muito abaixo da ingestão diária tolerável (TDI).

A avaliação de riscos, atualizada em junho de 2008, e a atualização da resolução da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), de julho de 2008, estabelecem claramente que os materiais em contato com alimentos, como mamadeiras de policarbonato e outras garrafas e latas de alimentos e bebidas revestidas de resinas epóxi, são seguros nos usos indicados.

Em seu estudo, a EFSA examinou a segurança de materiais a base de BPA para o contato com alimentos em todos os grupos de idade, incluindo fetos e recém- nascidos. A EFSA levou explicitamente em conta os últimos dados e comentários de outras autoridades, como o Programa Nacional de Toxicologia (NTP) dos Estados Unidos, Ministério da Saúde do Canadá, Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia e o Comitê Científico Norueguês de Segurança Alimentar, entre outros estudos atuais e recentes sobre este tema.

No final de setembro de 2010, a EFSA publicou uma opinião atualizada sobre a segurança do BPA. A opinião foi emitida após 11 meses de revisão da literatura científica mais recente e estudos sobre exposição ao BPA, mesmo em doses baixas, bem como análises de segurança de agências nacionais de segurança alimentar, como publicado pelas agências francesa e dinamarquesa em 2010. A EFSA concluiu que não foi possível identificar nenhuma evidência nova que a levasse a revisar seus limites atuais. O órgão também informou que os dados atualmente disponíveis não forneciam evidências convincentes de que o BPA afeta o sistema nervoso.

Mais informações (em inglês):

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