Segurança dos consumidores

Autoridades de todo o mundo já confirmaram a segurança do uso de produtos de consumo fabricados a partir de materiais a base de Bisfenol A (BPA). Tais materiais foram avaliados especificamente e aprovados para uso em diversas aplicações, inclusive em contato com alimentos.

O BPA é um importante produto químico utilizado principalmente como intermediário para a síntese do policarbonato e de resinas epóxi.

O policarbonato, as resinas epóxi e o BPA têm sido estudados e utilizados com segurança durante mais de 50 anos.

No verão de 2008, o órgão de especialistas da Comissão Europeia, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) e a Agência Norte-Americana de Alimentos e Medicamentos (FDA), num recente projeto de avaliação, confirmaram que o BPA é seguro. Outras autoridades reguladoras, inclusive o Ministério Japonês de Saúde, Trabalho e Bem-Estar Social, continuam reconhecendo que o uso de policarbonato e resinas epóxi para aplicações em contato com alimentos é seguro.

Em setembro de 2010, após uma reavaliação abrangente de novos dados científicos que haviam surgido desde a última revisão, a EFSA reafirmou sua conclusão anterior de que materiais à base de BPA podem ser utilizados com segurança em produtos que entram em contato com alimentos. A EFSA não identificou nenhuma necessidade de alterar os limites de segurança para o BPA.

Em novembro de 2010, um painel de especialistas da OMS publicou sua análise de segurança sobre o BPA. O painel, baseado em uma análise dos dados científicos disponíveis na ocasião, concluiu que qualquer medida de saúde pública em relação ao BPA seria prematura.

Após revisar a opinião da EFSA 2010, a Comissão Europeia propôs, como abordagem altamente preventiva, a restrição de uma aplicação à base de BPA: mamadeiras de policarbonato. A proposta, aprovada pelos membros da UE, define que a partir de 1º de março de 2011 a produção de mamadeiras de policarbonato não será mais permitida de acordo com a legislação europeia. As vendas foram suspensas a partir de junho de 2011.

Esta decisão não é consequência de nenhuma evidência de efeitos adversos do BPA, mas sim uma medida de cautela adotada pela UE. Nenhuma autoridade governamental no mundo identificou qualquer risco para adultos, crianças ou recém-nascidos relacionados aos níveis de BPA aos quais eles podem ser expostos com produtos que têm contato com alimentos.

Mais informações:

Copyright© 1996-2011, ABIQUIM Associação Brasileira da Indústria Química. Todos os direitos reservados.
Av. Chedid Jafet, 222, Bloco C — 4º andar, Vila Olímpia, São Paulo - Cep: 04551-065 - Fone: 11 2148-4700 - Fax: 11 2148 4760
Desenvolvido por Ágade Soluções E-criativas